CSI FACIT: cena de crime simulada desafia acadêmicos

Equipe de estudantes deve elucidar o crime para levar o suspeito à Justiça Um crime chocou toda a comunidade acadêmica do campus II da FACIT. Um recém-nascido foi encontrado sem vida em uma área afastada da instituição. Mas calma, essa é uma história policial de mentirinha, com uma justificativa nobre: engajar os acadêmicos do curso de Direito a participar de todas as etapas da resolução de um crime, desde a investigação até o julgamento do culpado. A cena de crime falsa foi produzida pelo grupo do NPJ – Núcleo de Prática Jurídica da instituição. A coordenadora Dra. Marina de Alcântara Alencar explica que o objetivo é preparar os alunos para o Júri Simulado da FACIT. “Os alunos precisam conhecer todas as fases do processo, desde parte policial até o final, que é a sentença do júri. Para isso, dividimos as turmas em equipes, compreendendo a parte investigativa, a defesa do réu, a acusação e o Poder Judiciário”, conta. A cena do falso crime Era noite na instituição quando o corpo do recém-nascido (de mentira) foi encontrado enrolado em uma peça única de tecido, já sem vida e com os lábios arroxeados. Próximo ao corpo, a equipe do CSI FACIT encontrou um travesseiro, fósforos e luvas amarelas de limpeza. Um prato cheio para especulações. Quando iniciou o curso, a acadêmica Aline Pereira Dias nem imaginava que comporia uma equipe para investigar um falso crime. “Quando entrei no curso, achei que ficaria presa a uma sala de aula vendo só a teoria. Então, é muito bacana aprender na prática tudo que a gente aprende com os professores. Tenho certeza de que vivenciar a prática faz com que eu aprenda bem mais”, pontua a estudante. Vivência no Direito O coordenador do curso de Direito da FACIT, Dr. Maicon Rodrigo Tauchert, explica que a ação é uma das ferramentas utilizadas pela FACIT para proporcionar vivência aos alunos na prática do Direito. “Desde o começo do curso, nossos alunos são incentivados a conhecer muitas possibilidades para a carreira dentro do Direito, como policial, policial investigativa, de agente público, advogado de defesa e também a prática dos tribunais. Dessa forma, eles terão mais segurança para escolher a carreira que vão seguir após a conclusão do curso”, destaca. O acadêmico Charles Freitas conta que é muito importante ver de perto todas as etapas da investigação. “É bom porque todo mundo tem a oportunidade de viver essa experiência, desde a investigação até a hora de julgar o acusado, seja a sentença positiva ou negativa para ele”, finaliza Charles. O resultado do CSI FACIT você vai descobrir com o resultado do Júri Simulado da instituição. Aguarde.
“Tribunal do Júri” é tema de palestra para acadêmicos de Direito da FACIT

O Juiz do Tribunal de Justiça do Tocantins, Dr. Francisco Vieira Filho, compartilhou seus conhecimentos com os estudantes Os acadêmicos do curso de Direito da FACIT participaram, na noite da última segunda-feira, 03, da palestra “Tribunal do Júri”. O tema foi desenvolvido pelo juiz do Tribunal de Justiça do Tocantins e titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Araguaína, Dr. Francisco Vieira Filho. Todos os semestres, alunos do curso de Direito da instituição participam de um Júri Simulado. O processo é realizado desde a coleta de provas de um crime fictício até o ato do julgamento, que pode absolver ou condenar o réu. “É a primeira vez que o Dr. Francisco Vieira vem à nossa instituição. Ele é um juiz muito respeitado, muito bem relacionado com as instituições de ensino, e hoje nós marcamos o início da nossa relação profissional trazendo-o para compartilhar seu conhecimento e expertise com os nossos alunos”, conta o coordenador do curso de Direito da FACIT, Dr. Maicon Rodrigo Tauchert. Durante a palestra, o especialista falou do Tribunal do Júri como uma vitrine do Poder Judiciário. Também destacou pontos práticos do exercício do profissional de Direito. Dr. Francisco Vieira se afastou da parte científica e doutrinária para concentrar os ensinamentos na parte do dia da sessão de um Tribunal do Júri. “Busquei despertar nos alunos a vontade de se aperfeiçoarem nos diversos talentos que fazem o bom profissional de Direito, como a capacidade de persuasão, a oratória, o conhecimento jurídico e a conciliação de ideias”, explicou. Uma boa palestra para calouros e veteranos A palestra serviu para abrir os olhos dos recém-chegados no curso de Direito e também para reforçar os conhecimentos aprendidos durante os semestres. “Foi muito interessante a dinâmica dos conhecimentos repassados. O doutor explicou sobre como exercer a profissão com humildade, sobre como se comportar diante do Júri, entre outras coisas. Eu imaginava que o Tribunal do Júri fosse totalmente diferente. Aprendi bastante com a palestra”, conta a acadêmica do 1° período Victória Ferreira Soares. Para a Fernanda Cristina Rodrigues Gama, do 8° período, a palestra também contribuiu bastante para seus conhecimentos. “Todo aprendizado contribui e muito para a nossa vida pessoal e profissional. Então, o reforço de conhecimentos que já tínhamos, tanto na teoria quanto na prática, vai nos ajudar a melhorar como pessoas e futuros advogados”, finaliza Fernanda.
Law & Order Araguaína: Juri Simulado da FACIT julga caso de assassinato

Atividade de fechamento de semestre do curso de Direito tem todos os elementos de um julgamento de verdade Semanas atrás, um misterioso crime foi investigado pela equipe de perícia formada por acadêmicos do curso de Direito da Faculdade de Ciências do Tocantins – FACIT-TO. Com a conclusão da investigação e a suspeita detida, foi a vez da defesa, acusação e promotoria disputarem os votos dos jurados durante o Júri Simulado de fechamento de semestre da instituição. “Esse júri é importante para que os alunos primeiro trabalhem a competência da oralidade, uma habilidade que é bastante importante para o profissional Direito. Eles também têm a oportunidade de ver como processo penal acontece na prática”, explica a professora e coordenadora do Núcleo de Prática Jurídica, Marina de Alcântara Alencar. O júri foi composto por leigos, pessoas que não são do meio do Direito, nem acadêmicos ou funcionários da instituição, tudo isso para aproximar os alunos da prática de um julgamento real. Defesa A (acadêmica) advogada de defesa, Lisa Victória Sales, aproveitou ao máximo a oportunidade de exercer o Direito. “Na FACIT, a gente aprende enquanto atua na vida profissional. O trabalho que os professores estão desenvolvendo é importante, porque vai nos ajudar lá no futuro quando iremos de fato atuar no mercado de trabalho”, destaca Lisa. A futura advogada acrescentou: “Estamos muito confiantes na nossa tese defensiva e esperamos que de fato a justiça seja feita”, finalizou. A ré A ré e acadêmica do 6° período, Jaciele Barbosa, também estava confiante na absolvição. Ela destacou a importância da atividade. “Estou muito feliz porque é o primeiro júri da faculdade e estamos representando o curso de Direito. É uma responsabilidade enorme poder incentivar os próximos alunos ao longo dos anos que estão por vir”, completa. Acusação Na acusação, o acadêmico Kevin Sebastian Nunes enfatizou a necessidade do júri simulado, já que ele capacita e instrui os estudantes com a prática do que acontece em um julgamento real. Sobre o caso, o advogado de acusação tinha a certeza da vitória. “Estamos acompanhando o fato criminoso desde o início da investigação e temos a confiança de que a ré será condenada”, finalizou. O julgamento A ré foi acusada de premeditar o crime contra o marido abusador. Segundo a acusação, ela envenenou-o antes de esfaqueá-lo. Várias pessoas viram-na sair apressada do recinto, corroborando com as pistas encontradas na investigação. Depois que a defesa, promotoria e acusação apresentaram suas considerações, os jurados reconheceram a prática do crime, mas desqualificaram o homicídio por motivo torpe, entendendo que havia uma motivação necessária, o que (se fosse um caso real) acarretaria na diminuição da pena da ré. A atuação da defesa conseguiu convencer os jurados de que a ré sofria violência doméstica. “Os acadêmicos superaram todas as perspectivas” No projeto de Júri Simulado da FACIT, os acadêmicos têm autonomia para construir suas teses, tanto de defesa como de acusação, diferente do que acontece em outras faculdades em que os alunos têm acesso a um processo já existente e só reproduzem o que está nos autos. Bruna de Paula, professora e advogada da FACIT, explicou que é preciso demonstrar aptidão para poder convencer o júri e garantir a sentença desejada, seja uma absolvição ou condenação. “Eles mostraram total domínio das técnicas de oratória que aprendem ao longo do curso, aplicaram um conhecimento técnico de direito penal e processual, além de levar para o lado do poder do convencimento, os acadêmicos superaram todas as expectativas”, destaca. Marcio Adriano Cabral, professor de Processo Penal, não se cabia de tanto orgulho. “A FACIT tem o objetivo de trazer todos os alunos mais para perto da prática do dia a dia forense. Durante o júri simulado, os acadêmicos demonstraram que estão preparados, que têm a maturidade processual e o conhecimento técnico fora do comum. Fiquei extremamente feliz e orgulhoso com o resultado”, finalizou Márcio.