Acadêmicos do curso de Direito da FACIT visitam Unidade Prisional Feminina em Babaçulândia

Na última segunda-feira, 17, acadêmicos do curso de Direito da FACIT – Faculdade de Ciências do Tocantins conheceram de perto a UPF – Unidade Prisional Feminina desativada da cidade de Babaçulândia. A visita faz parte do viés prático de ensino adotado pela faculdade para que seus acadêmicos vivenciem experiências que extrapolem os muros da instituição.

O tour estratégico permitiu que os alunos conhecessem a estrutura do presídio, tanto por fora como por dentro, incluindo a área de segurança e o ambiente das celas.

“Faz toda a diferença ensinar na prática. A impressão que se tem é muitas vezes mais forte do que ver fotos em slide dentro de uma sala de aula, ou ler um livro sobre a realidade prisional”, destaca o coordenador do curso de Direito e professor, dr. Maicon Tauchert.

Ensino humanizado

Conhecer o presídio feminino, mesmo que desativado, alertou alguns acadêmicos enquanto provocava a curiosidade de outros. Mostrar como as reeducandas vivem faz parte do ensino humanizado pregado pela faculdade.

A policial penal e diretora da UPF de Ananás, Danuza Rodrigues da Cunha, destaca a importância da aproximação do mundo acadêmico com o sistema penitenciário.

“Precisamos mudar esse olhar sobre a pessoa encarcerada. Então, o que a FACIT está fazendo é muito importante. Temos que lembrar que essa pessoa que está presa hoje vai voltar para a sociedade futuramente. Então, é preciso acabar com esse estigma e trabalhar em prol de aproximar a sociedade dessas pessoas”, pontua Danuza.

A realidade prisional mexeu com a turma. O clima pesado e as mensagens deixadas nas paredes das celas pelas reeducandas tocou profundamente muitos acadêmicos que participaram da visita. John Cascimiro, aluno do 5° período, foi um deles.

“Essa nossa visita acabou refletindo em toda a turma. Nós sentimos o peso do que era a realidade delas mesmo não tendo o contato direto, porque é um presídio desativado. Então, foi bem pesado conhecer o interior das celas e como as mulheres encarceradas vivem”, finaliza o acadêmico. 

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