Entre lágrimas, superação e fé, acadêmico emociona durante Cerimônia do Jaleco de Medicina da FACIT

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A Faculdade de Ciências do Tocantins (FACIT) realizou a tradicional Cerimônia do Jaleco dos acadêmicos do curso de Medicina. O evento aconteceu no auditório do Colégio Jardenir Jorge Frederico, em Araguaína, reunindo familiares, professores, coordenadores e convidados em uma noite marcada por emoção, simbolismo e celebração de uma das etapas mais importantes da formação médica.

Em meio aos abraços, homenagens e ao simbolismo que marca o início da trajetória médica, uma história em especial emocionou profundamente todos os presentes. Entre os 46 estudantes que vestiram o jaleco pela primeira vez estava o acadêmico Antonio Arrais. Sobre a camiseta, uma frase chamava atenção e traduzia anos de dor, luta e esperança: “O câncer tentou, mas não levou esse momento.”

Por trás daquelas palavras existia uma trajetória marcada pela superação familiar. Em julho de 2021, enquanto o mundo ainda enfrentava os impactos da pandemia da Covid-19, a família recebeu o diagnóstico de Linfoma Não Hodgkin de pequenas células B do pai do acadêmico. O que veio depois foram meses de incertezas, medo e uma intensa batalha pela vida.

*Jornada de amor e superação em Barretos-SP*
Antonio mudou-se temporariamente para Barretos, em São Paulo, para acompanhar o tratamento. Entre sessões de quimioterapia, noites difíceis e momentos de angústia, a família encontrou força na fé, no amor e na união. Um dos episódios mais marcantes aconteceu durante uma das sessões de tratamento, quando o pai do acadêmico passou mal dentro de casa e precisou ser socorrido às pressas.

A luta parecia ter terminado após a recuperação do pai. Mas em abril de 2024, a família recebeu um novo diagnóstico difícil: a mãe do acadêmico foi diagnosticada com Carcinoma Ductal Invasivo. Mais uma vez, a rotina passou a ser marcada por exames, consultas e tratamentos. E novamente a família decidiu enfrentar tudo unida.

Foi em meio a essas experiências que nasceu no estudante o desejo de seguir a Medicina. “Talvez tenha sido justamente no meio de toda essa dor que nasceu em mim o desejo de cuidar, acolher e lutar pela vida das pessoas”, destacou o acadêmico
durante a cerimônia, em um dos momentos mais emocionantes da noite.

Para Antonio, vestir o jaleco simbolizou muito mais do que o início da graduação médica. O momento representou a vitória de toda a família diante das batalhas enfrentadas nos últimos anos.

A coordenadora do curso de Medicina da FACIT, Fernanda Luz, destacou que a cerimônia simboliza não apenas o início da formação acadêmica, mas também o fortalecimento dos valores humanos que acompanham a profissão médica.
“A Cerimônia do Jaleco representa muito mais do que vestir uma roupa. Ela simboliza o início de uma caminhada que exige dedicação, empatia, responsabilidade e humanidade. É um momento em que os alunos passam a compreender ainda mais a dimensão do cuidado com o próximo e a importância da Medicina na transformação de vidas”, ressaltou.

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