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Neste 8 de março, celebrado em um domingo especial, eu me permito fazer uma pausa para refletir sobre o que realmente representa o Dia Internacional da Mulher. Muito além das flores e homenagens, esta data carrega uma memória coletiva de coragem, resistência e transformação. O 8 de março não nasceu como uma celebração, nasceu como uma lembrança viva de mulheres que ousaram levantar a voz em um tempo em que quase ninguém estava disposto a ouvi-las.
No início do século passado, cerca de 15 mil mulheres marcharam pelas ruas de Nova York exigindo condições dignas de trabalho, salários justos e respeito. Poucos anos depois, o mundo seria marcado pelo incêndio de uma fábrica que tirou a vida de 146 trabalhadores, 115 mulheres jovens que lutavam por um futuro melhor. A tragédia se tornou um símbolo da urgência de mudança e da necessidade de reconhecer o valor da vida e do trabalho feminino.
Décadas se passaram, calendários foram atualizados, gerações se renovaram. Ainda assim, a caminhada das operárias nunca parou. Em pleno 2026, mulheres seguem marchando. Muitas travam batalhas silenciosas dentro de suas próprias casas, nos ambientes de trabalho ou na reconstrução da própria história. Mulheres que enfrentam o machismo, a violência psicológica, moral, financeira, física e sexual. Outras carregam feridas profundas deixadas por abusos sofridos ainda na infância e encontram na vida adulta a coragem para recomeçar.
Cada uma dessas histórias revela algo poderoso. A mulher tem uma capacidade extraordinária de resistir, reconstruir e seguir adiante. Tenho orgulho de conduzir uma instituição que nasceu do sonho de uma mulher. Ao lado da minha mãe, que também é minha amiga e inspiração, seguimos acreditando que a educação tem o poder de transformar destinos e abrir caminhos. A FACIT é feita de pessoas. De histórias reais. De nomes, rostos e trajetórias femininas que ajudaram a construir cada etapa dessa caminhada. Aqui encontramos mulheres que ensinam, pesquisam, estudam, trabalham, cuidam, lideram e transformam vidas todos os dias.
Somos acadêmicas, professoras, trabalhadoras. Somos mães, filhas, irmãs, esposas e amigas. Somos também a expressão de uma força que atravessa gerações e desafia limites. Seguimos firmes, como gigantes operárias de uma história que continua sendo escrita com coragem, fé e esperança. Porque a nossa caminhada nunca parou. E nunca vai parar. Parabéns a todas as mulheres.
Dra. Carollyne Mota
Diretora Geral da FACIT


